Dôra Santtos
A moda, assim como todas as outras indústrias de bens e serviços está sempre almejando atingir as classes de maior poder aquisitivo, mas partindo da informação de que 53% da população brasileira está na classe C, esse tipo de segmento tende a se adequar à nova realidade. Os dados são de estudos da Cetelem BGN, empresa do Grupo BNP Paribas, que desenvolveu a pesquisa O Observador Brasil 2011.
As campanhas de liquidações e ofertas com preços incríveis já não são surpresa para os consumidores. A novidade é que os brasileiros estão cada vez mais ousados e consumindo produtos fora de liquidação, fazendo economia e poupando mais para obterem produtos. Assim como diz a doutora em moda pela University for the Creative Arts de Rochester da Inglaterra, Maria Alice Rocha, em países emergentes como o Brasil, a evidência da classe C está relacionada à mobilidade entre classes.
As novidades na moda, tendências e estilos estão fazendo a cabeça de todos os que se sentem no direito de consumir bens duráveis. Mas, para não perder o posto no mercado, as empresas ou serviços antes conhecidos como populares, a exemplo de lojas de calçados e roupa, passam a investir mais em seus produtos, anteriormente consumidos por um público menos exigente.
O aumento do poder aquisitivo e a disponibilidade de poder comprar algo muito almejado, faz com que o público da classe C passe a exigir o mesmo tratamento e direitos de consumo das classes mais abastadas. Segundo a modelo e manequim Cecília Conceição, toda essa mudança só é válida quando se pode obter algo de qualidade, que tenha os mesmo tempo de durabilidade dos produtos destinados as classes elevadas.
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